A menina que escreve bem desde novinha, que era boa em redação e amava ler. Aí ela decidiu fazer Direito, veja só! HA HA HA. Nada disso! Chato demais, gente demais, texto demais, lei demais. Lei pra alguém meio fora dela, bom, nada feito então. Aí ela decidiu ser Jornalista, um pouco tardiamente. Já tava meio velha pra isso, mas... vamos lá! Já que escrevia tãããããão bem e há taaaaanto tempo, e também amava ler (já mencionei isso?). Olha ela lá então!
Aí ela pegou o seu "dom divino" e estudou. Se formou e tal. E apesar de aprender a melhorar a sua já magnífica dádiva, ela se cansou e cansou uma pá de nêgo também. Ela escreveu pra blogs, pra jornaizinhos, pra radiozinhas, pra si mesminha. Mas também encheu. Aí ela largou os textos tipo cult, saca, profissa e tal, e vai lá mostrar o que já escreveu sobre... bom, sobre o seu cérebro danificado. Coisas novas, coisas velhas... mas coisas suas. Minhas. Sempre. E confesso: escrevo primeiro no Word, só depois posto por aqui. Por quê? Bom, porque a profissa se intimida em "rasgar o verbo". O meu verbo, no caso. Então fico sozinha na minha folha em branco, onde não há publicações, e ali sim eu falo o que tenho que falar. Depois, como um tiro certeiro no meio da cara, eu copio, colo e posto, sem precisar pensar. Sacomé? Aprende aí comigo, po.
Parece que eu tenho um popular "fogo no cú", entende? Aquilo de se meter onde não deve? De cutucar onde não pode? Pois então.
E assim, quem sabe, meus filminhos e livrinhos e materiazinhas de Jornalistazinha não ganhem um novo tom (mas não de cinza, ainda) e cause um vício. Tipo meu maldito vício de passar mil séculos engolindo e regurgitando a mesma porcaria. Merda de fanatismo perseguidor. Merda de cérebro com compartimentos extras pra guardar inutilidades. Enfim.

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